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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Um ladrão com princípios?

Uma situação bastante surreal aconteceu em Passo Fundo, aqui, no interior do RS semana passada.

Um ladrão roubou um carro que estava estacionado perto de um buteco por volta das duas da madrugada. Só que o ladrão, ao ver que tinha uma criança dormindo no banco de trás do automóvel, abandonou o veículo e chamou a polícia!

É nessas horas que tu pode perceber que é realmente útil que a polícia grave as ligações que recebe, do contrário não teríamos acesso a uma pérola dessas:


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por Fabiano @ 11:37 |
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Paris, Texas

Pra minha Dani, claro.

Paris, Texas é o filme favorito da minha namorada. Sempre que tentamos assistir, alguma coisa acontecia. Até que, alguns dias atrás, tivemos a oportunidade de assistí-lo no cinema.

O filme é... forte.

O filme conta a história de Travis, um cara que, do nada, largou tudo e todos e saiu por aí, vagando, perdido. É um filme sobre reparar os erros do passado. É um filme sobre arrependimento, é um filme sobre união, é um filme sobre não pertencer.

Travis, depois de ter abandonado sua mulher e seu filho, é encontrado por seu irmão em um hospitalzinho suspeito no meio do deserto mojave. Travis não conversa com ninguém, pois todos são estranhos pra ele. Travis nunca pára, pois não se sente em casa em lugar algum.

O contato com seu irmão, Walt, é forçado e complicado. Travis demora pra se soltar, pra se sentir junto de seu irmão. Depois de ter sido abandonado por seu pai e, posteriormente por sua mãe, o menino Hunter fora adotado por Walt e sua esposa Anne, que o tinham como filho.

Como ficaria a situação deles com a chegada de Travis? Ora, Anne não está nada feliz com essa situação, ainda mais depois que Hunter e Travis começam a ficar cada vez mais próximos e cúmplices, inclusive inicia uma discussão com Walt sobre essa situação, já que ele vem incentivando a aproximação do pai com o filho.

E aí vem um momento emblemático do filme. Depois dessa discussão, Anne vai falar com Travis. Ela conta pra ele que tinha contato com sua ex-mulher, Jane, e que tinha uma idéia do seu paradeiro. Também fala que nesses contatos que tinha com Jane, ela lhe dizia que gostaria que Anne e Walt criassem Hunter como se fosse um filho.

O que Anne pretendia dizer com isso? Será que ela queria fazer uma boa ação, juntando Travis com Jane novamente para que a família pudesse se reconstruir? Ou será que Anne estava, sutilmente, dizendo "ó, a tua mulher deu o filho pra nós, pica a mula daqui"?

Independente da intenção de Anne, ocorre a pior coisa que ela poderia imaginar: Travis pega a estrada para procurar Jane e Hunter vai junto, abandonando Anne e Walt. Mas Travis não cai na estrada para juntar a família para que todos pudessem viver felizes para sempre. Não, os erros do passado (e do presente) tanto de Travis quanto de Jane tornariam isso inviável. Ele vai atrás de Jane para ajudá-la a reparar seu grande erro: O abandono de seu filho Hunter.

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por Fabiano @ 10:45 |
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Beira-rio, 11 anos depois...

Fazia um tempão que eu não ia no Beira-rio ver o Internacional jogar. Ok, eu fui em 2006 na recepção dos campeões mundiais, mas não foi jogo, foi só comemoração, então não conta. O último jogo que eu fui foi um empate em 0x0 contra o Bahia pelo brasileirão de 1997. Meu pai então, a última vez que foi ao Beira-rio foi no jogo-desastre contra o Olympia, pela libertadores de 1989.

O velho já vinha falando que tava a fim de ir num jogo, mas tinha que ser num domingo, cedo e contra um adversário decente.

Daí, domingo passado, veio a oportunidade: Jogo no domingo, às 16:00, contra o Flamengo. Pra melhorar, a minha Dani ainda conseguiu duas cadeiras, uma pra mim e uma pro meu pai.

Daí, quando o dia amanheceu, Murphy começou a agir. Um temporal absurdo, raios cortando o céu fazendo KRAAAAAAAAAAAAAAAK!, chuva, chuva, chuva. Um frio, um frio, um frio!

Lá pelo meio-dia, a chuva diminuiu.

E começou a chover pedras (!).

Mais ou menos uma hora antes do jogo, parou tudo, esquentou e abriu sol. É, seja bem vindo a Porto Alegre.

E fomos eu e o velho pro estádio. Público meia boca, o Inter não vem bem no campeonato. Mas é outra coisa assistir o jogo no estádio. É uma experiência totalmente diferente. A própria visão do jogo muda, tu tem uma noção completa do posicionamento dos jogadores.

Isso sem falar na vibração. Eu, por exemplo, sou um torcedor frio. Eu assisto tranquilo, pela tv, com o radinho e a almofada da inauguração do Beira-rio do meu lado e era isso. Quando tem gol eu só fecho o punho e falo, baixinho, "feito, filha da puta!". O pai não é muito diferente, só que ele não fecha o punho, ele levanta as mãos pra cima.

Mas no estádio foi diferente! A gente participava do jogo, gritava, reclamava, incentivava... nem parecia os dois torcedores tranquilos, acostumados a assistir jogos pela tv.

Quando o Nilmar fez o gol então, eu e o meu pai pulamos, vibramos, como se fosse a final do mundial em Yokohama. Saí do jogo com a garganta doendo, principalmente de tanto xingar aquele juiz ladrão feladaputa.

O resultado foi ruim (1x1), mas foi totalmente irrelevante. É claro que eu gostaria de ter visto o meu time ganhar, mas o que importa foi a adrenalina do jogo, a gritaria, a farra.

Quem sabe daqui a 11 anos não vou de novo?

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por Fabiano @ 23:06 |
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sábado, 9 de agosto de 2008

CALAFRIO Parte III: Dança Macabra

Quer saber de uma coisa engraçada? Quando eu tive a idéia de escrever uma trilogia de posts sobre o Horror, tudo começou por causa da Dança Macabra, livro do Stephen King. E eis aqui a Dança Macabra encerrando a saga CALAFRIO.

Mas que diabos é esse livro do King, tu deve estar se perguntando. Não, não é dos livros mais famosos daquele louco parecido com o veterinário da Mafalda que mora no Maine. Pelo contrário, é um dos mais desconhecidos, até porque não é uma ficção de horror, é um livro de análise do horror na televisão, no cinema e na literatura.

Em Dança Macabra, o King faz um levantamento do que é o horror e quem é quem nesse fantástico universo que adoramos tanto.

A proposta do livro é simples: Analisar as principais "coisas" de horror que surgiram entre 1950 e 1980, ano em que o livro foi publicado. Mas por óbvio que o King não se limita a esses 30 anos, já que ficaria de fora o créme de la créme do horror. O King dedica quase 1/3 do livro à trilogia de estereótipos do horror (o vampiro, o lobisomem e o monstro), enquadrando nesta idéia personagens marcantes da história do horror e discorrendo longamente sobre os grandes livros que retrataram esses estereótipos (na seqüência: Drácula, de Bram Stoker, O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson e Frankenstein, de Mary Shelley). Nesse 1/3 também aparecem figuras como H.P. Lovecraft e Edgar Allan Poe (o primeiro aparece bem mais que o segundo, para o deleite de todos os cultistas do Grande Cthulhu).

Depois de preparar a pista de dança, com a escolha da música e do traje da festa, Stephen King finalmente dá início ao livro. Todos os grandes livros e filmes de terror dentro do lapso temporal proposto pelo autor são profundamente analisados naquele tom sarcástico que sempre lhe foi peculiar (não nas ficções, claro, mas sim nos textos pessoais, como prefácios e artigos que ele escreveu).

Mas não se engane: Se tu quer começar a se aventurar pela cultura do horror, não comece por Dança Macabra, pois tu iria boiar a maior parte do tempo, já que o King toma por certo que tu já assistiu ou leu todas as obras que ele comenta. Eu, que já tenho uns bons 20 anos de horror nas costas, fiquei com cara de pirulito durante alguns trechos do livro. Mas levei isso pro lado bom: Minha lista de livros a serem lidos recebeu acréscimos significativos.

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por Fabiano @ 09:26 |
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Ils, ou não, não é um erro de digitação

Os filmes de psicopata estão à toda, hein? Depois de Funny Games e A invasora, eis que invade a pasta de torrents do computador da minha Dani o sensacional Ils, ou Them, como foi lançado nos EUA.

Em Funny Games, a banalização da violência é explícita, já que os psicopatinhas não têm motivação alguma para praticarem as coisas terríveis que fazem. Mas em Ils essa banalização é elevada ao quadrado.

A história é bem simples: um casal vai pra uma casa afastada e lá o terror acontece.

Mas é um terror invisível. Tu praticamente não vê nada dos perseguidores, só escuta um apito, uma catraca, uns gritos guturais. De vez em quando tu consegue ver um vulto, uma sombra ou alguém parado.

Diferente da maioria dos filmes de psicopata, em Ils eles não são aquelas criaturas terríveis, implacáveis, geniais e imortais. Pelo contrário, são até bastante frágeis e inocentes. Mas isso não diminui em nada o impacto e o terror que proporcionam, pelo contrário. A situação e a motivação dos psicopatas é que dá o tom da banalização da violência que falei ali em cima. Exploitation de primeiríssima qualidade.

A história, o filme, a produção... tudo é extremamente simples. Mas também extremamente eficiente. O filme não tem aqueles odiosos sustos de trilha sonora, não tem obviedades no roteiro, não tem cenas constrangedoramente irreais. Tudo ali é perfeitamente crível, aceitável e detestável (no bom sentido, óbvio).

Ó o trailer aí:


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por Fabiano @ 09:02 |
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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Arquivo-X 2: O que tu precisa saber antes de assistir

Mais do que nunca, esse post é pra minha Dani que, além de minha namorada, é shipper.

Todos os que não vivem em uma caixa sabem que amanhã Chris Carter, em um cemitério, com o Necronomicon na mão, falará "Rise from your grave" para o Arquivo-X, uma das melhores séries de todos os tempos.

Mais importante do que antecipar se o filme será bom ou não, se será pertinente ou não (até porque, por pior ou mais impertinente que seja, ainda serão Mulder e Scully), é comentar os episódios ditos "essenciais" para o completo entendimento do filme.

Sem muitas delongas, vamos a eles. Nem preciso falar que tem spoilers, né?

1. Piloto (Primeira temporada): A agente do FBI Dana Scully é designada para trabalhar com o agente Fox Mulder em um caso de investigação de uma série de assassinatos ocorridos em Oregon, todos envolvendo uma mesma classe de uma escola secundária. No decorrer do episódio, os agentes descobrem que, na verdade, os estudantes estavam sendo abduzidos por extra-terrestres. Um homem em estágio próximo do coma, Billy Miles, leva seus colegas de classe, incluindo Theresa Nemman, para uma floresta, onde desaparecem em uma luz forte e brilhante. Ao final, Billy desperta de seu "coma ambulante", e, sob hipnose, explica que os alienígenas abduziram a ele e aos seus colegas quando estavam na floresta comemorando a formatura. Os alienígenas rastrearam os estudantes através de uma sonda implantada nas suas narinas (O Mulder e a Scully conseguem extrair uma). Em uma tentativa de esconder o ocorrido, o motel em que Mulder está hospedado é destruído em um incêndio, destruindo todas as fotografias e provas que o agente havia arrecadado. Entretanto, ao apresentar o relatório aos seus superiores, a agente Scully apresenta o artefato metálico que havia guardado, e declara que tal artefato nunca havia sido visto antes. Os superiores o pegam e prometem analisá-lo, porém o episódio termina com o canceroso (pai do Mulder) guardando o artefato em um galpão no Pentágono, junto com outros aparelhos semelhantes.

2. O Vidente (Primeira temporada): Um presidiário no corredor da morte chamado Luther Lee Bogs (para os mais nerds, Gríma Língua de Cobra) diz possuir poderes psíquicos e que pode ajudar Mulder a encontrar um serial killer em troca de uma pena mais branda. Mulder não acredita nele, mas Scully sim, especialmente depois que Luther faz com que a agente entre em contato, através dele, com seu pai, recentemente falecido. Os pais de Scully a visitam na noite de Natal e, depois que saem, Dana pega no sono e, ao acordar, vê seu pai na sala com ela, que tenta lhe dizer algo. O telefone toca e a aparição some. Dana atende o telefone, é sua mãe, dizendo que seu pai teve um ataque cardíaco e faleceu há uma hora. Em Raleigh, na Carolina do Norte, Elizabeth Howley e James Summers são raptados. Boggs diz ter informações sobre o rapto, que conseguiu usando seus poderes psíquicos, mas Mulder, além de não acreditar, ainda desconfia que Boggs esteja coordenando os crimes de dentro da prisão. Mais tarde, Dana ouve a música "Beyond the sea" no funeral de seu pai. Mulder e Scully visitam Boggs novamente na prisão. Ele quer que sua pena seja reduzida para perpétua em troca da ajuda a Mulder, e começa a cantar "Beyond the sea". Em um lapso de tempo, Scully vê seu pai no lugar de Boggs. Mulder continua não acreditando, mas Scully, acidentalmente, encontra o local descrito por Boggs. James não está lá, mas a agente encontra algumas pistas do crime. Scully imagina seu pai sentado em seu quarto de hotel. Mulder está decepcionado com Scully, por ela acreditar em Boggs. Mais tarde, Boggs descreve uma casa na água e fala para Mulder não se aproximar da cruz branca. Os agentes vasculham a casa e encontram Elizabeth, mas Mulder é baleado sob a "cruz branca", que na verdade era o mastro de um barco. Elizabeth identifica o seqüestrador, é Lucas Henry, um comparsa de Boggs. Scully acusa Boggs de armar uma cilada para Mulder. Scully pede para Boggs deixá-la falar com seu pai mais uma vez, mas Boggs só permitirá se ela conseguir a redução da pena (o que ela não consegue). No hospital, Mulder alerta Scully que Boggs está a manipulando para se vingar dele, pois ele o colocou no corredor da morte. Mesmo sem que Scully tenha conseguido reduzir a pena, Boggs dá pistas do paradeiro de James e a alerta para não seguir Henry. Scully e um grupo de agentes encontram James em um galpão abandonado. Ela persegue Henry que, ao pisar em um piso apodrecido, cai diversos andares e morre. Scully visita Boggs para agradecê-lo, e ele fala que lhe dará uma mensagem de seu pai um pouco antes de ser executado, se ela comparecer como testemunha. Naquela noite, Boggs é executado e Scully não está lá.

3. O Hospedeiro (Segunda temporada): Mulder é enviado a Newark para investigar um corpo em decomposição encontrado nos esgotos. Após uma autópsia, Scully descobre um parasita vivendo no cadáver e depois que um trabalhador do esgoto é mordido por uma criatura, Mulder descobre que o suspeito é um mutante conhecido como Flukeman. Flukeman foi criado a partir do lixo tóxico produzido pelo acidente de Chernobyl, e tem a aparência de uma lombriga. O Flukeman ataca as pessoas e, com sua mordida, injeta um verme na vítima que é gestado e expelido pela boca, causando a morte do hospedeiro. O Arquivo-X fora fechado, ainda mais depois que o principal informante de Mulder (Garganta Profunda) foi assassinado no final da primeira temporada. Mas um novo ajudante (Senhor X) se apresenta para garantir que a necessidade de que o Arquivo-X seja reaberto venha a ser inquestionável. O Flukeman é capturado por Mulder e um grupo de agentes, e Mulder aparentemente o mata ao cortá-lo ao meio no esgoto, porém o Flukeman sobrevive.

4. O Repouso Final de Clyde Bruckman (Terceira temporada): Em Twin Cities vários videntes estão sendo assassinados. O assassino é um homem aparentemente inocente em busca da resposta do porquê que ele está matando videntes. Mulder e Scully são designados para o caso e contam com a ajuda do Estupendo Yappi, o vidente das celebridades. Mulder desconfia de Yappi, que pede que o agente saia do recinto onde o vidente está captando as vibrações do assassino e as más energias que emanam de Mulder estariam atrapalhando a investigação. Enquanto isso, em um subúrbio de Minneapolis, Clyde Bruckman, um corretor de seguros e prognosticador de falecimentos, tenta vender uma apólice de seguro de vida a um casal, alegando que, em dois anos, o rapaz irá se transformar em "bolonha de estrada" ao morrer em um acidente automobilístico envolvendo um caminhão. Deprimido e faminto, Bruckman (que diz ter desenvolvido seu dom de prever a morte dos outros quando Richie Valens, Buddy Holly e Big Bopper morreram em um acidente de avião. Bruckman fica fascinado com as coisas que devem acontecer na vida de alguém para que a sua morte seja decidida num cara ou coroa, já que Richie Valens ganhara a passagem no avião em um jogo de cara ou coroa) volta para casa e tem uma visão de sua cabeça decapitada em uma sacola de legumes apodrecidos. Além disso, Bruckman encontra o cadáver de uma vidente na lixeira de seu prédio. Mulder e Scully chegam para interrogar Bruckman, que fala tudo o que sabe (até demais). Sem tocar no cadáver, Bruckman deduz que os olhos da vítima foram cortados com uma bola de cristal. Scully acredita que ele é culpado, Mulder acredita que ele é vidente. Bruckman é levado para a cena do crime anterior (a que Yappi participou) e lá ele fala que no dia seguinte, o corpo de uma mulher será encontrado em um lago local. Bruckman é submetido a uma bateria de testes e falha em quase todos. Durante a sessão, Scully se depara com um chaveiro que diversas vítimas possuíam. O chaveiro é de uma empresa financeira que usa astrologia para prever o mercado. Mulder e Scully resolvem partir para interrogar o dono da financeira, mas Bruckman fala que será inútil, já que o dono já está morto. Bruckman sabe onde está o corpo, em uma propriedade no meio da floresta. Por fim, o cadáver é encontrado em uma poça de lama exatamente em baixo do automóvel em que os agentes estão. De volta ao apartamento de Bruckman, o vidente prevê que o assassino irá cortar a garganta de Fox Mulder, após uma perseguição que se dará em uma cozinha e em que Fox irá pisar em uma torta. Logo após, Bruckman recebe uma carta do assassino, que diz "Ele sabe que eu sei". Hospedados em um hotel, Scully pergunta para Bruckman como ela irá morrer. De acordo com Bruckman, Scully não morrerá. Durante a noite, Mulder e Scully são chamados para investigar um novo assassinato, deixando Bruckman sob a guarda de outro agente. Na saída do hotel, os agentes esbarramem um carregador de malas do hotel, que na verdade é o assassino. Bruckman é encontrado pelo assassino, que lhe pergunta "Por que mato?", obtendo como resposta "Você mata porque você é um maníaco homicida". O agente tenta proteger Bruckman, mas é esfaqueado. Durante a luta, Bruckman foge. Na cena do crime, Scully encontra um pedaço de fita, parecida com a usada na roupa do carregador de malas e desconfia que seja ele o assassino. Retornando ao hotel, os agentes perseguem o assassino pela cozinha. Ao pisar em uma torta, Fox recorda da previsão de Bruckman e consegue evitar o golpe do assassino, que é morto com um tiro no peito desferido por Scully. Mas Bruckman ainda está desaparecido. Os agentes retornam ao apartamento de Bruckman, onde Scully encontra uma carta dirigida a ela, onde lhe é oferecido um cachorro (Queequeg). Dentro do apartamento, Bruckman é encontrado morto e, ao seu lado, um frasco de pílulas vazio.

5. Lembranças Finais (Quarta temporada): É o episódio em que Scully descobre que está com câncer. Fox Mulder desconfia que o câncer está relacionado com a abdução de Dana na segunda temporada, o que é confirmado quando, ao analisar os seus exames de raio-x, Scully se depara com uma sonda muito semelhante com as encontradas nas narinas dos estudantes do episódio piloto. Outra conseqüência da abdução de Dana é a inseminação artificial que os alienígenas realizaram na ocasião. Especula-se que Scully também seja mãe dos clones Kurt Crawford e de Emily, um híbrido experimental. Durante a abdução, os alienígenas implantam um chip na nuca de Scully que, depois de retirar, gera o desenvolvimento do câncer. Este episódio marca também o retorno da parceiria Mulder/Scully no Arquivo X.

6. Prometeu Pós-Moderno (Quinta temporada): Os agentes Mulder e Scully são chamados até uma pequena cidade para investigar uma misteriosa invasão domiciliar: A Sra. Berkowitz estava assistindo TV quando uma tenda de circo envolveu a sua casa, que subitamente se encheu de fumaça, enquanto tocava a música "The Sun ain't gonna shine (anymore)" da Cher. Ao olhar pela janela, a Sra. Berkowitz se depara com uma face monstruosa olhando pela janela da porta. A Sra. Berkowitz alega também ter engravidado, logo após o monstro ter invadido a sua casa e, além disso, seu filho Izzy é resultado de um ataque semelhante, ocorrido 18 anos antes. A Sra. Berkowitz descobriu sobre Fox Mulder após ver na TV que o agente visitara a mãe de um bebê lobisomem. Durante a investigação, os agentes descobrem que a Sra. Berkowitz fizera uma laqueadura dois anos antes e, portanto, sua gravidez não seria possível. A Sra Berkowitz então mostra aos agentes provas da invasão: uma mancha que passou dois dias esfregando para limpar, uma jarra vazia de manteiga de amendoim e um anel sobre sua mesa, onde alguém pusera um copo sem usar porta-copos. Depois de encontrar a revista em quadrinhos que Izzy desenhava, O Grande Mutato, e descobrir que o monstro da revista é igual ao monstro que atacou a Sra. Berkowitz, Scully questiona Izzy como ele sabia da aparência do monstro, ao qual ele responde que também o vira. Durante a noite, os agentes reunem um grupo de jovens para armar uma cilada para o monstro, usando um sanduiche de manteiga de amendoim. Fox comenta que este caso é o típio exemplo de pessoas entediadas que querem chamar a atenção. Scully replica, dizendo que pessoas inventam monstros para personificar seus medos coletivos e criar um bode expiatório para culpar pelas coisas ruins que acontecem e que esses monstros nunca são reais. Mas Mulder diz que essas histórias são reais no sentido de que são tomadas como verdadeiras. Izzy Berkowitz grava, secretamente, toda essa discussão entre os agentes. Enquanto isso, o monstro pega o sanduíche e, ao descobrir que está sendo vigiado, larga a comida e desaparece na escuridão. Analisando a sua mordida, Scully deduz que a criatura deveria possuir duas bocas. Durante a perseguição, Mulder vê um velho em uma colina que os ordena que abandonem a sua propriedade. No jornal do dia seguinte, a declaração de Mulder sobre a existência do monstro está na primeira página. Enquanto isso, os agentes estão conversando com o filho do velho que os enxotou na noite passada, o Dr. Pollidori. O doutor conta para os agentes sobre suas pesquisas na área da manipulação genética. Desconfiada, Scully decide analisar a gravidez da Sra. Berkowitz. Ao descobrir sobre a notícia nos jornais, os agentes questionam Izzy, que os mostra a gravação que fez e, ao fundo, se ouve a música da Cher que tocou quando do ataque à Sra. Berkowitz. Eles ouvem gemidos e grunhidos junto com a música, que é a mesma voz que ouviram na floresta, a voz do Grande Mutato. Com a confirmação dos exames da Sra. Berkowitz, Mulder e Scully se deparam com uma casa envolta em uma tenda de circo. Os agentes invadem a casa, cheia de fumaça. Scully vê a esposa do Dr. Polidori no chão, tossindo. Scully e Mulder tentam ajudá-la, mas os dois desmaiam e caem no chão. O velho reaparece, usando uma máscara de gás. Dias depois, Mulder e Scully acordam na cozinha do Dr. Pollidori, na companhia do doutor, de sua esposa, um repórter e um policial. A esposa do doutor descreve o invasor e Fox diz que ela pode estar grávida. A Sra. Polidori fica emocionada, enquanto o Dr. Polidori parece irritado com a idéia de sua esposa estar grávida e com a insinuação de que talvez ele tenha algo a ver com isso. Scully diz ao doutor que acredita que tudo isso seja parte de uma farsa. Olhando pela cozinha, Mulder encontra uma panela imunda e um pote vazio de manteiga de amendoim. No celeiro, perto da casa do velho, a criatura, escondida nas sombras, está assistindo TV, e o velho lhe dá um sanduíche com manteiga de amendoim e depois retorna para a casa principal e começa a olhar um álbum cheio de fotos da criatura. O Dr. Pollidori entra e confronta seu pai sobre o que ele fez com sua esposa e os dois acabam brigando. No jornal do dia seguinte está estampada a manchete de Mulder dizendo que o monstro é uma farsa. A cidade inteira se volta contra ele. Durante a confusão, o oficial do correio diz ter encontrado o monstro: é Izzy Berkowitz, usando uma máscara do Grande Mutato. A Sra. Berkowitz chega e defende seu filho. Scully diz para Mulder que a substância na panela na cozinha dos Pollidori era um produto usado por fazendeiros para anestesiar rebanhos de animais. Na casa do velho, o Grande Mutato encontra o cadáver do velho e, chorando, o enterra. Os agentes chegam na casa e, junto com eles, um grupo de moradores da cidade com tochas e enxadas. Os agentes encontram o monstro escondido no celeiro, junto com sua TV e uma coleção de fotos da Cher. A multidão incendeia o celeiro e foge. Mulder e Scully conseguem sair do celeiro e, com eles, o monstro. A multidão se volta contra eles, mas os agentes protegem o monstro. O Dr. Pollidori diz que o monstro foi criado por seu pai, mas Mutato responde que não. Ele diz nunca ter ferido uma pessoa e que o Dr Pollidori é o seu criador, mas o velho o adotou logo que descobriu sobre os experimentos do filho. Diz também que o velho estava tentando criar uma parceira para ele, usando DNA de animais, mas sempre falhava. Na verdade diversas pessoas da cidade são fruto dessa união entre animais e humanos, inclusive Izzy. Mutato então pede para que o Dr. Pollidori crie uma parceira para ele e que, se o fizesse, assumiria a culpa pelos assassinatos. Dr. Pollidori é preso e Mutato está no carro com Scully e Mulder, que lamenta que Mutato não tenha encontrado sua parceira. Scully diz que isso não irá acontecer, e Mulder pede para falar com o escritor. Izzy aparece. Então, Mutato, Scully e Mulder vão a um show da Cher, enquanto a Sra. Berkowitz e a Sra. Pollidori estão em um programa de TV com seus bebês Mutatos. O Grande Mutato é convidado pela Cher para dançar com ela.

7. Vampiros (Quinta temporada): O episódio inicia com os agentes perseguindo Ronnie Stickland pela floresta. A perseguição acaba com Mulder enfiando uma estaca no coração do fugitivo. Quando Scully chega, Mulder mostra para Dana as presas, que Dana descobre serem falsas. Ao retornar ao QG do FBI, os agentes descobrem a ameaça de um processo milionário e devem apresentar o relatório ao seu superior, Skinner. Para tanto, os agentes discutem em particular o acontecido, e cada um dá uma versão diferente da história. Mulder fala de sangria de vacas que ocorreram em Chaney, no Texas, que evouiu até a morte de um turista. Para Mulder, os elementos chave estão presentes: as sangrias e as marcas de presas. Scully fica responsável com a autópsia do turista (onde descobre que o morto fora drogado) enquanto Mulder vai investigar um cemitério. Mais tarde, de volta ao motel, Mulder manda Scully para a autópsia de uma nova vítima e se prepara para comer a pizza que Dana pedira. Scully descobre que, assim como a vítima número um, a vítima número dois comera pizza, concluindo que é na pizza que está a droga. Ao retornar para o motel, Scully encontra Ronnie sobre Mulder, que está desmaiado. Ela atira em Ronnie (ela diz que errou, mas Fox diz que acertou, mas não o feriu), que foge, sendo perseguido pelos dois agentes. Minutos antes de entregarem o relatório para Skinner, descobre-se que, durante a autópsia de Ronnie, seu corpo desapareceu. O legista tira a estaca do peito de Ronnie, que se levanta e ataca. Scully acredita que o assassino era uma pessoa que assistiu filmes de vampiros além da conta, enquanto Mulder acha que o assassino é um vampiro que assistiu filmes de vampiros além da conta.

8. Milagro (Sexta temporada): Mulder e Scully estão envolvidos em um caso sobre vítimas de assassinato cujos corações aparentemente foram removidos à mão. Um escritor chamado Philip Padgett se apaixona por Scully e, para se aproximar dela, se muda para o prédio do agente Mulder. Inspirado por ela, Padgett escreve sua obra prima, uma história de amor secreto e assassinato, com ele e Scully como protagonistas. Os assassinatos ocorrem exatamente como descritos na história de Padgett. Enquanto luta para terminar sua novela, Padgett descobre que só a morte de Scully dará o final perfeito para a história.

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por Fabiano @ 10:32 |
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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Um por ano!

Já tá meio que virando moda isso. O pessoal do Vida Ordinária fez, o pessoal do Discreto Blog da Burguesia também... e agora eu. A moda é: pegar um filme pra cada ano que tu esteve vivo. É, não é um post exatamente original. Mas o meu tem um plot twist: Eu peguei um filme e um disco pra cada ano. Quis pegar um livro também, mas ia dar muito trabalho pra pesquisar, então deixei pra lá.

Então vamos lá. Primeiro os filmes:

1978 - Super-homem
1979 - Alien, o oitavo passageiro
1980 - O império contra-ataca
1981 - Caçadores da arca perdida
1982 - E.T., o extra-terrestre
1983 - O retorno de Jedi
1984 - Indiana Jones e o templo da perdição
1985 - De volta para o futuro
1986 - Aliens, o resgate
1987 - Garotos perdidos
1988 - Cocoon
1989 - O segredo do abismo
1990 - Louca obsessão
1991 - Exterminador do futuro 2
1992 - Cães de aluguel
1993 - Kalifornia
1994 - Pulp Fiction
1995 - Coração valente
1996 - Trainspotting
1997 - Enigma do horizonte
1998 - Jogos, trapaças e dos canos fumegantes
1999 - Clube da luta
2000 - Psicopata americano
2001 - Donnie Darko
2002 - Extermínio
2003 - O senhor dos anéis: o retorno do rei
2004 - Madrugada dos mortos
2005 - Rejeitados pelo diabo
2006 - O labirinto do fauno
2007 - Antes que o diabo saiba que você está morto
2008 (até agora) - WALL•E

Agora os discos:

1978 - Van Halen - Van Halen
1979 - Pink Floyd - The Wall
1980 - AC/DC - Back in Black
1981 - Ozzy Osbourne - Diary of a madman
1982 - Kiss - Creatures of the night
1983 - Dio - Holy Diver
1984 - Iron Maiden - Powerslave
1985 - Iron Maiden - Live after death
1986 - Metallica - Master of Puppets
1987 - Guns n' Roses - Appetite for destruction
1988 - Ramones - Ramones Mania
1989 - Bad Religion - No control
1990 - Pantera - Cowboys from hell
1991 - Nirvana - Nevermind
1992 - R.E.M. - Automatic for the people
1993 - Sepultura - Chaos A.D.
1994 - Eric Clapton - From the cradle
1995 - Red Hot Chili Peppers - One hot minute
1996 - Nick Cave and the Bad Seeds - Murder Ballads
1997 - Rammstein - Sehnsucht
1998 - Blind Guardian - Nightfall in Middle-earth
1999 - Metallica - S&M
2000 - Ayreon - Universal Migrator
2001 - Blackmore's Night - Fires at midnight
2002 - Queens of the Stone Age - Songs for the deaf
2003 - White Stripes - Elephant
2004 - Morrissey - You are the quarry
2005 - Russel Allen - Atomic Soul
2006 - She wants revenge - She wants revenge
2007 - Sebastian Bach - Angel Down
2008 (até agora) - Ayreon - 01011001

(eu falei que esse post ia ser bobinho :P)

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por Fabiano @ 13:50 |
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sexta-feira, 11 de julho de 2008

O projeto de lei de combate à pirataria

É, mais um post sério. Não se preocupem, meu próximo post vai ser bem bobinho, prometo.

Depois da polêmica Lei Seca, eis que mais uma medida legislativa vira o nosso país de pernas pro ar.

É?

Bom, na verdade não. O projeto de lei 89/2003, que está na Câmara dos Deputados para aprovação, está sendo muito mal interpretado por praticamente todo mundo.

"É o fim da liberdade na Internet!" dizem uns. "É 1984 acontecendo de verdade!", dizem outros.

Mas a coisa não é bem assim. Eu pretendo aqui, com toda a pretensão que me é costumaz, analisar alguns dos pontos mais polêmicos desse projeto.

Bom, o primeiro ponto polêmico é a divisão do artigo 285 do Código Penal em três, o 285-A, o 285-B e o 285-C.

O 285-A vai dizer o seguinte: Que acessar uma rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, que sejam protegidos por expressa restrição de acesso, a partir de violação de segurança.

Pois bem, a grande questão neste artigo é que o mero acesso a um site ou conectar-se à rede de outra pessoa NÃO É CRIME, ao contrário do que muita gente anda dizendo por aí. Só será crime se esse acesso for realizado VIOLANDO ALGUMA MEDIDA DE SEGURANÇA desse site ou rede ou etc., que tenha sido criada ESPECIALMENTE PARA IMPEDIR O ACESSO INDESEJADO, como a popular senha para conectar em uma rede wireless.

Agora, passando ao art. 285-B, talvez o mais polêmico de todos, onde é tipificado como crime a obtenção ou transferência, sem autorização do titular da rede, dado ou informação nela disponível.

O que andam entendendo errado (eu gosto de acreditar que estão entendendo errado, mas depois eu explico isso) argumentam o seguinte, tirado de um manifesto contra o projeto de lei:

"O simples ato de acessar um site já seria um crime por "cópia sem pedir autorização" na memória "viva" (RAM) temporária do computador. Deveríamos considerar todos os browsers ilegais por criarem caches de páginas sem pedir autorização, e sem mesmo avisar aos mais comum dos usuários que eles estão copiando. Citar um trecho de uma matéria de um jornal ou outra publicação on-line em um blog, também seria crime. O projeto, se aprovado, colocaria a prática do "blogging" na ilegalidade, bem como as máquinas de busca, já que elas copiam trechos de sites e blogs sem pedir autorização de ninguém!"

Pois é, aí é que está a minha grande preocupação. O texto efetivo do artigo diz o seguinte:

"Obter ou transferir, sem autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso, dado ou informação neles disponível:"

Lendo com atenção, percebe-se claramente que quem precisa dar a autorização não é o titular, dono ou proprietário do dado em si, mas sim da rede onde se encontra! Ora, isso deixa claro que a troca de arquivos entre usuários (nosso amado P2P) não está inserido nesse contexto, já que os legítimos titulares das redes estariam trocando arquivos de comum acordo!

Bom, agora eu devo juntar duas pontas soltas deste post. Lá em cima eu falei que "gosto de acreditar que estão entendendo errado" e um pouquinho depois eu falei que esta era a minha grande preocupação.

Tem um manifesto correndo a internet que coloca este artigo de forma DIFERENTE da que está no projeto, colocando apenas "do legítimo titular" e não "do legítimo titular da rede", o que causa uma gigantesca diferença.

E indo além! Mesmo que tu, seu hacker filho da puta e tu, seu phisher cuja mulher dorme com o padeiro, invadirem a minha rede pessoal, isso só será crime se eu achar ruim e for reclamar pro Ministério Público (o que no meu caso não acontecerá, pois eu sou descendente de árabes e todos sabemos como nós resolvemos nossas pendências, né?). É claro que se tu invadir um prédio da administração pública vai dar rolo automático, mas aí tu já tava querendo demais, né?

Bem, no mais, fico feliz em saber que dessa vez, os cidadãos que nós elegemos estão legislando de forma a tornar a nossa vida melhor, sem restringir a nossa liberdade e, mesmo assim, tornando a nossa vida virtual mais segura.

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por Fabiano @ 12:37 |
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quarta-feira, 9 de julho de 2008

A crítica social de George Romero

Um tempo atrás postei no Meia Palavra um texto falando sobre a crítica social nos filmes do George Romero. Eu não ia postar ele aqui, até pra não me repetir. Mas eu gosto tanto, mas tanto dele que não vou resistir. Então, aí vai, reciclado e requentado, a crítica social de George Romero.

Talvez a principal contribuição do velho Romero à cultura pop sejam os adoráveis mortos que um dia resolvem levantar e sair atrás da gente. Na concepção de Romero, os zumbis são um reflexo da humanidade. O zumbi é o ser humano em estado puro, sem as amarras e limitações impostas pela vida em sociedade. Com essa definição, Romero imbuiu em seus filmes uma pesada crítica social contemporânea, não só em relação ao comportamento dos zumbis (como em Zumbi: O Despertar dos Mortos e em Terra dos Mortos), mas também em relação à situação e ao comportamento de todos os envolvidos no holocausto zumbi.

A Noite dos Mortos-vivos, produção de 1968, tem por base a luta pela sobrevivência. Trata-se de um grupo de pessoas tentando sobreviver a uma situação extrema com os parcos recursos disponíveis. Armas com pouca munição, carros sem combustível, janelas sem grades. Paralelamente a isso, Romero buscou retratar a situação social americana daquele ano. Isso se percebe em diversos aspectos do filme, como no polêmico personagem Duane Jones (que, reza a lenda, foi contratado pelo simples fato de ser negro), que, além de ser a pessoa mais lúcida na casa-refúgio, ainda consegue impor a sua liderança de forma positiva, além de ser o único sobrevivente do cerco dos mortos à casa-refúgio, para, no final do filme, ser morto por um caipira de forma absolutamente estúpida e desnecessária. Com Duane Jones, Romero buscou retratar Martin Luther King Jr. e Malcolm X, líderes negros de destaque nos EUA e que foram assassinados, respectivamente, em 1968 e 1965.

O descrédito que recaía sobre o governo americano e a defesa nacional na época também é representado no filme, já que as autoridades oficiais se mostram praticamente incapazes de conter o holocausto zumbi que se inicia, tanto que o cerco à casa-refúgio só é quebrado com a ajuda de fazendeiros e outras pessoas da região. É interessante notar também a quebra de paradigma no que tange à ameaça do filme. Não são mutantes. Não são alienígenas. Somos nós.

Já em Zumbi: O Despertar dos Mortos, o alvo da crítica de George Romero passou a ser o comportamento consumista e preconceituoso do cidadão americano. O filme se inicia com uma invasão da SWAT a um edifício habitado por imigrantes hispânicos e afro-caribenhos que desrespeitaram a lei marcial imposta de entregar ao governo americano os mortos e feridos, visando reduzir e eliminar a praga dos mortos-vivos. A crítica à postura racista e segregadora americana em relação aos imigrantes e negros fica clara não no sentido óbvio dos zumbis do começo do filme serem negros e hispânicos, mas sim no sentido de que esses grupos se negam a cumprir as leis a eles impostas. Isso só se evidencia em um diálogo politicamente incorretíssimo, logo após a missão no prédio, em que Peter e Francine falam sobre quem eles perderam na epidemia (tradução minha):

Francine: E você, quem você perdeu?

Peter: Uns manos.

Francine: Manos de irmãos ou só… manos?

Peter: Os dois.

Com a chegada ao shopping center, o alvo da crítica muda, passando para os hábitos consumistas norte-americanos que transcendem a morte. Os zumbis se dirigem instintivamente ao shopping e são vistos, inclusive, fazendo compras, empurrando carrinhos transbordando mercadorias, roupas e comidas. Com isso, Romero quis passar a idéia do nosso impulso consumista de nos empanturrarmos de coisas que não precisamos, já que zumbis não precisam de comida, roupas, etc., pois estão mortos. Assim como nós, que empanturramos nossos carrinhos de coisas que não precisamos.

Em Dia dos Mortos, o apocalipse já se consumou. Os humanos vivem em fortalezas militares. Na fortaleza retratada no filme, um zumbi é capturado por um cientista e é usado como cobaia não para uma eventual cura (não há o que curar, Bub está morto), mas para uma re-socialização. Como disse antes, a definição de Romero para os zumbis nada mais é que o ser humano sem as amarras da sociedade. Neste terceiro filme da saga, a sociedade não existe mais. O homem não tem mais um parâmetro moral a seguir. Os habitantes da fortaleza, liderados pelo paranóico capitão Rhodes, vivem no limite da sanidade. Atos de agressividade e assassinatos são costumeiros dentre eles.

Neste filme não prevalecem os motivos de sobrevivência e o equilíbrio entre supérfulos e indispensáveis, mas sim o motivo de que o ser humano jamais enfrentará uma ameaça maior que ele mesmo. O espelho disto é Bub, o zumbi treinado pelo Dr. Logan, que é dócil e leal e, como uma criança, começa a descobrir (ou redescobrir) que o mundo ao seu redor é mais que abrir cabeças e comer miolos. Com isso, as diferenças entre os humanos e os zumbis diminuem, sendo que em momentos do filme o zumbi não representa a ameaça, mas sim uma ponta de esperança para o restabelecimento da sanidade naquela fortaleza.

Em Terra dos Mortos o mundo está totalmente desolado. Os zumbis disputam com os homens o domínio da Terra em pé de igualdade. Os mortos se organizaram, seguem um líder, possuem ambições e têm um mínimo de racionalidade, a ponto de estabelecerem uma trégua com os humanos, já que ambos não possuem nada e precisam reconstruir as suas sociedades a partir de ruínas. Big Daddy, o líder dos zumbis, foi concebido a partir da evolução intelectual demonstrada por Bub em Dia dos Mortos. Ele é o responsável pelo primeiro degrau na escala evolutiva dos zumbis, onde eles aprendem a se adaptar, aprender e até a se comunicar a partir de grunhidos e gemidos primitivos.

Disparado o pior filme da franquia, Terra dos Mortos aproxima de forma definitiva os humanos dos zumbis. A premissa final do filme é que no fundo, tanto os homens quanto os zumbis são iguais e, como iguais, devemos aprender a conviver.

No recente (e fraquíssimo) Diário dos Mortos, Romero apresenta, de forma bastante duvidosa, eventos que aconteceram paralelamente ao cerco à casa-refúgio da Noite dos Mortos Vivos. Ignorando que o filme original se passa em 1968, Romero apresenta uma sociedade completamente anacrônica em relação à época, com notebooks, celulares 3G, blogs, videocasts, etc. Talvez Romero pretendesse demonstrar que a Noite dos Mortos Vivos seria um evento contemporâneo, desprendido de limitações temporais. Essa demonstração foi alcançada, mas ao custo de comprometer a lógica da franquia inteira.

Críticas à parte, o filme gira em torno de eventos que aconteciam em outros locais na fatídica noite em que os mortos se levantaram e começaram a subjugar os humanos. Filmado em perspectiva subjetiva (mais um herdeiro da Bruxa de Blair), Diário dos Mortos conta a história de um grupo de estudantes de cinema que, enquanto produzia um filme, é atacado pelos zumbis. O filme não chega a ser tão ruim quanto o Terra dos Mortos, mas deixa bastante a desejar, especialmente em relação aos primeiros dois filmes da saga. Entretanto, alguns aspectos são bastante relevantes e, apesar de inverossímeis para as pessoas com um mínimo de bom senso, não me surpreenderiam se efetivamente ocorressem. Nós vivemos uma época em que a informação não pode se dar ao luxo de não ser transmitida. A necessidade de assistirmos/ouvirmos/lermos chega a extremos, como no atual caso do assassinato de Isabela Nardoni, onde a imprensa armou um verdadeiro circo e não nos privou nem do mais ínfimo e particular detalhe da vida dos envolvidos, seja nos noticiários, seja nos YouTubes da vida. A necessidade de sabermos todos os detalhes (especialmente os mais sangrentos) cresce ao ponto da irracionalidade. O popular termo “link para o vídeo ou isso não aconteceu” ganha uma conotação cada vez mais doentia. Em Diário dos Mortos não é diferente. A necessidade de alguns dos membros do grupo de documentar chega a ser doentia, especialmente no ponto em que o personagem Jason prefere filmar a amiga sendo atacada por um zumbi a prestar algum tipo de auxílio. Inclusive o fatídico destino do personagem que, após ser mordido por um zumbi, entrega a câmera a uma amiga e suplica: “Shoot me.” Neste caso particular, o termo shoot me ganha uma ambigüidade interessantíssima, pois tanto pode significar que Jason queria que pusessem um fim ao seu sofrimento e o impedissem de, após morto, levantar-se como zumbi como também pode significar o ápice da loucura da disseminação da informação, no sentido de que seu último pedido era que o filmassem morrer e se reerguer como um zumbi.

Apesar da constante e gradual queda na qualidade dos filmes, a crítica social de Romero em momento algum deixou de ser atual e pertinente. É louvável o interesse do diretor de não só nos presentear com uma peça de entretenimento, mas também nos jogar na cara que o holocausto zumbi está acontecendo, mesmo que os mortos jamais tenham se levantado das tumbas.

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por Fabiano @ 12:17 |
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quarta-feira, 2 de julho de 2008

WALL•E

Primeiro de tudo: Não gosto de animações. Jamais teria assistido a esse filme se não fosse pela minha Dani.

Segundo de tudo: Obrigado à distribuidora por ter enviado apenas cópias dubladas para Porto Alegre. É óbvio que, se tratando de animações, só crianças se interessariam pelo filme. Duh, adultos vendo desenhos! Que empáfia!

Mas vamos falar então do WALL•E.

Bom, a história todo mundo já conhece (ou deveria conhecer), portanto não vou falar sobre ela aqui. Também não vou falar das técnicas de animação da Pixar, porque seria chover no molhado.

Prefiro falar de outras coisas, impressões minhas, que não tenham sido já esgotadas por outros aí.

Talvez o primeiro aspecto que me impressionou foram os diálogos entre o WALL•E e a EVE. Ou melhor, a falta (e desnecessidade) de diálogos entre eles. Praticamente só trocam olhares, ruídos emotivos (claramente inspirados no R2D2) e poucas palavras, como seus nomes e "diretriz".

Só que... isso basta. A expressão dos dois robôs é tamanha que eventuais diálogos só atrapalhariam, pois diminuiriam a imensa sensibilidade dos protagonistas, já que boa parte da experiência que é assistir WALL•E está na forma silenciosa como esse robozinho reage às coisas que acontecem ao seu redor (o WALL•E me lembrou a Mafalda em alguns momentos, quando está com sua expressão de ponto de interrogação).

WALL•E não é apenas um filme de animação, é um dos melhores filmes de ficção científica que se tem notícia (dos últimos tempos é definitivamente o melhor), já que a ficção científica não é apenas sobre naves, lasers e robôs gigantes, mas sim uma análise do ser humano visto sob o ponto de vista do fantástico ou do extraterreno.

A análise que o filme faz do futuro da humanidade é preocupantemente crível, verossímil e, por que não?, real e urgente. Não me espantaria se, bem antes do lapso temporal proposto pelo filme, estejamos todos obesos, largados em poltronas, mal podendo caminhar.

A nossa dependência tecnológica cresce tanto que ficamos cada vez mais alheios às coisas que acontecem ao nosso redor. Ora, basta ver a revolução na vida dos secundários John e Mary que, "libertos" da prisão tecnológica, ficam embasbacados com a grandiosidade da espaçonave onde vivem. "Veja! Temos uma piscina!"

Olha, eu sou um cara que gosta de ver filmes. Vejo até bastante (mais em casa do que no cinema, devido à minha misantropia). Mas fazia muito tempo, provavelmente desde o Retorno do Rei, que não sentia tanto prazer e satisfação em estar sentado na frente de uma tela assistindo a um filme.

WALL•E é imperdível, como todos já disseram. Fui remetido à minha infância, ao dia em que meus pais me levaram para assistir E.T. no cinema e saí de lá maravilhado com o que tinha acabado de assistir e, por que não?, sentir.

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por Fabiano @ 12:22 |
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